Muitos dos aspectos materiais da produção artística em pintura são, hoje, desconhecidos, não só do público estudioso, como também do público em geral. Há pouca documentação da época; muitas práticas já se perderam, não subsistindo mais do que as obras em si; os estudos sobre os materiais e técnicas utilizadas são ainda muito escassos e carecem de comprovação científica para melhor entendermos os métodos de pintura ao longo dos tempos. Neste sentido estão a ser desenvolvidos estudos técnicos e científicos sobre os materiais empregues e as técnicas de execução utilizadas em pintura, num conjunto seleccionado de obras e pintores. A investigação abrange um lato período cronológico, que vai do séc. XVI ao XXI, e tem o seu foco de incidência em produções do Norte de Portugal. Incide sobre obras de pintores como Grão Vasco, Francisco Correia, Domingos Lourenço Pardo, Glama Stroberle, Pedro Alexandrino, Francisco José Resende, Marques de Oliveira, Aurélia de Sousa, Abel Salazar, Albuquerque Mendes, Júlio Pomar, Gerardo Burmester, Susana Bravo, assim como, obras consagradas de autor desconhecido, como o tríptico de Miragaia (Porto). Também abarca questões relacionadas com a introdução e a circulação de novos materiais de Belas Artes (pigmentos, corantes e suportes), num período de grande inovação artística na Europa, como foi o século XIX, avaliando as repercussões nacionais.